Meu trajeto como artista plástico desenvolve-se na prática poética do universo surrealista, na escrita automática, desenho gráfico, desenho industrial, pintura e fotografia.
A escrita, agindo no automatismo espontâneo, inconsciente, originado e cultivado pelos surrealistas internacionais.
Daí surge a estrada onde a direção é a liberdade total como paradigma. Vem a cor na elaboração pictórica. Desta, a estrutura da linha, a pulsão dinâmica, já consciente e os modos crentes do espaço caótico, onde a fotografia e o sonho constróem imagens irredutíveis, do flagrante ao perpétuo. A exploração da luz, a sabedoria da sombra e a originalidade de fundo.
Analises de vários críticos europeus americanos e brasileiros indicam meus trabalhos na direção da caligrafia ocidental. Meu traço gráfico e fases abstratas de pintura, têm referência contemporânea e caligrafismo japonês, que presenciei durante minha bolsa de estudos concedida pela Fundação Calouoste Gulbenkian, em Tóquio e Kobe.
Por período longo tratei a pintura em grandes formatos em P&B antes de retornar à forma lírico-abstrata com signos e cores.
Meu texto foi levado a pesquisas e edições aparentado aos concretos do Brasil, com quem me identifiquei em vários eventos experimentais.
O design gráfico, de que sou um dos pioneiros de atividade profissional e universitária, esteve sempre no meu campo de comunicação visual e verbal.
Participei de diretorias várias em museus no Brasil e agenciei programas culturais como presidente e um dos fundadores da ABDI (Associação Brasileira de Desenho Industrial); diretor gráfico na Eletropaulo, na editora Giroflé, fundador da Maitiry (estúdio de criação), programador visual do Memorial da América Latina, coordenador gráfico do Acervo Cultural do Palácio dos Bandeirantes, auxiliar de Ensino na FAU-USP, diretor do Centro Cultural de S.Paulo, programador visual da Galeria Globo de S.Paulo.
Júri de prêmios fotográficos na Caixa Econômica Federal, FNAC, Porto Seguro.
Fui funcionário público durante 25 anos na modesta remuneração que isto representa, mas me animou participar no desenvolvimento Cultural que achei como o compromisso de um emigrante.
Referências biográficas no Itaú Cultural/ Pinacoteca/ Fundação Bienal SP/ FAU/ Museu Afro/ Masp/ MAM. No exterior na Fundação Gulbenkian/ Foto Colectania em Barcelona/ Museu do Chiado em Lisboa e na coleção Berardo no Centro Cultural de Belém.
Coleções em Portugal/ Japão/ Alemanha/ R.Unidos/ Espanha/ França e em vários colecionadores particulares. Faço exposições desde os anos 40.
Estou em projetos adiantados para novas exposições e publicações sobre fotografia no Brasil e em Portugal e uma retrospectiva expandida que dará conta do meu trajeto desde os anos 40 a 2008.